domingo, 6 de fevereiro de 2011

A importância da Avaliação Física

fonte: site corpo perfeito

A Avaliação Física é um importante processo no treinamento esportivo ou ainda, na prescrição de exercícios físicos para saúde ou estética. Através dela, o profissional de Educação Física poderá identificar possíveis fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (tabagismo, hereditariedade, alteração no colesterol, alteração do açúcar no sangue, sedentarismo, dentre outros). Além disso, poderá, ainda, avaliar a maior necessidade do individuo, seja para melhora do desempenho esportivo, aumentar o VO2máx, reduzir peso ou ainda reduzir percentual de gordura.
A Avaliação Física também auxilia o profissional a estabelecer metas para o aluno a partir da identificação dos déficits apresentados, seja para melhorar o VO2máx, o desempenho esportivo, reduzir peso ou percentual de gordura, nunca esquecendo dos objetivos impostos (e necessários) pelo aluno.
Através da Avaliação, o profissional de Educação Física terá parâmetros para identificar a melhor atividade para o aluno e também a intensidade e a freqüência desses exercícios para que se trabalhe dentro da zona de treinamento, a qual é individual.
A Reavaliação deverá ser realizada após um período de no mínimo 60 dias de exercícios físicos, para identificação dos resultados. Assim, o profissional analisará se será necessária a mudança do programa de exercícios ou poderá mantê-lo, alterando apenas a quantidade a ser realizada.
Quem executa a Avaliação Física?
A avaliação física é de competência do profissional de Educação Física e não do Fisioterapeuta, como em muitos estabelecimentos. Esses, além do Fisioterapeuta, poderão ser autuados como infratores segundo a lei nº. 9696/98, do Conselho Federal de Educação Física.
Será competência do Fisioterapeuta apenas a Avaliação FISIOTERAPÊUTICA, como na lei nº. 8856/94, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Resultado da Enquete

Com que freqüência você pratica atividade física ?


De 6 a 7 dias por semana
  0 (0%)
De 4 a 5 dias por semana
  1 (12%)
De 2 a 3 Dias por semana
  5 (62%)
Não pratico atividade física
  3 (37%)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Atividade Física Voltado a Mulher!

Já se foi o tempo em que o papel das mulheres na sociedade era apenas de cuidar dos filhos, do lar, do marido e dele ficar eternamente dependente. A vida mudou e a mulher também se tornando cada vez mais presente no mercado de trabalho assumindo até papéis antes destinadas e consideradas tipicamente masculina. 

Com isso, ficaram mais atarefadas duplicando e por vezes até triplicando suas jornadas de trabalho porque a responsabilidade da organização e administração do lar, na maioria, continuou sendo delas. Apesar disso, boa parte não se descuidou da aparência, dos valores estéticos e a saúde, até porque, em muitas funções laborais essa questão é importante. A mulher encontra e faz o seu tempo, mesmo pouco, para fazer a sua atividade física. Isso é fácil de se comprovar com o número delas ocupando os horários de ginástica nas academias na parte da manhã e noite. Além disso, não é difícil de se mostrar que elas são mais assíduas que os homens.

É consenso entre os profissionais de saúde que o excesso de gordura corporal está intimamente ligado aos fatores de risco de diversas doenças principalmente cardiovasculares além de limitar os movimentos induzindo à fadiga precoce. Tendo a mulher que se locomover, pensar, agir e tomar decisões mais vezes diariamente, o fator saúde passa a ser muito importante para o desempenho das suas modernas funções. Sendo assim, o percentual de gordura é o parâmetro mais vinculado à saúde. Mas quem é o obeso ou está com uns quilinhos a mais? Muitas tabelas e números mágicos existem e também muitos métodos para se determinar o percentual de gordura corporal. Entretanto, o mais prático é o IMC (Índice de Massa Corpórea) cujo resultado é obtido da divisão do peso em quilos pelo quadrado da altura em metros. Vale lembrar que essa equação não se aplica ao atleta porque o peso nominal da balança se deve à massa muscular e não à gordura corporal.

De acordo com o resultado, o IMC enquadra-se em categoria diferenciada determinando os graus de obesidade, a saber: Desnutrição, abaixo de 14,5 - Abaixo do peso, até 20 – Peso normal, 20 a 24,9 – Sobrepeso, 25 a 29,9 – Obeso, de 30,0 a 39,9 – Obesidade Mórbida, de 40 em diante. Academicamente, aceita-se como normal e fora de riscos cardiovasculares um IMC de 20 a 25 e até 27 para os idosos.


Nas atividades diárias da mulher, três valências físicas passaram a ser importante pelo grau de exigência. O condicionamento aeróbio, a força e a flexibilidade. Partindo dessa premissa, é desejável que o treinamento também componha essas três valências.
Definitivamente quem realmente deseja emagrecer não basta apenas fazer dieta ou apenas exercícios. As duas atitudes, além de outras complementares, se necessário, devem ser acompanhadas por profissionais habilitados em suas respectivas áreas. Entretanto, deve-se levar em conta dois fatores fundamentais: Em primeiro lugar escolher a atividade física que proporcione mais prazer. Em segundo, seguir um programa orientado de forma lenta, gradual e progressiva revisto semanalmente com metas bem estabelecidas. Isso, de certa forma exige um treinamento personalizado e foi o que fez a estilista Cláudia Oddoni. Sempre às voltas com umas gordurinhas que a incomodavam bastante, mesmo fazendo ginástica, delas não se livrava. Orientada, resolveu usar todos os recursos viáveis fazendo uma reeducação alimentar e incluir também seções de drenagem linfática que, sozinha não faz milagre como “só” a malhação ou “só” o controle alimentar também não resolvem. Cláudia atingiu a sua meta emagrecendo sete quilos em quatro semanas e a partir da melhora da sua auto-estima tudo na sua vida mudou para melhor inclusive no trabalho.

O programa de Cláudia. Atividade Física personalizada três vezes por semana com uma hora e meia de duração sendo cada seção composta de uma parte aeróbia, uma de musculação e outra de alongamento. Reeducação alimentar com controle de calorias diárias ingeridas. Duas seções de drenagem linfática semanais.



Essa mulher moderna mudou... para melhor, mas precisa estar de bem consigo e com a vida. 

Quais as maiores duvidas de uma gestante em relação Atividade Física.

É verdade que exercícios durante a gravidez ajudam no parto? 

Os exercícios promovem o tônus muscular, a força e a resistência, o que ajudará seu corpo a carregar o peso extra da gravidez, preparará você para o esforço do trabalho de parto e ainda colaborará para seu corpo a voltar à forma depois que o bebê nascer.

A atividade física na gestação também diminui desconfortos físicos, como dores nas costas, prisão de ventre, fadiga e inchaço, além de ajudar a manter seu humor mais estável e sua auto-estima e seu sono em dia. 

Há algum motivo para não me exercitar enquanto estiver grávida? 

Algumas mulheres precisam de mais cuidados para fazer exercícios. Converse com seu médico antes de iniciar qualquer atividade se você:

• teve algum ameaço de aborto espontâneo
• teve um bebê prematuro no passado
• sabe que corre risco de um trabalho de parto prematuro desta vez
• sabe que sua placenta está baixa
• teve sangramento forte
• teve problemas na coluna lombar ou nas articulações do quadril
• apresenta alguma doença pré-existente
• apresenta quadro de pressão arterial muito alta
• sabe que vai ter mais de um bebê 

Costumo fazer exercícios físicos de alto impacto. É seguro continuar durante a gravidez? 

Se você está bem de saúde, em ótima forma física e se sente disposta, mantenha sua rotina. De acordo com um estudo da revista científica American Journal of Obstetrics and Gynecology, mulheres ativas e saudáveis que se exercitam antes da gestação podem continuar a fazê-lo durante toda a gravidez sem risco à saúde ou ao desenvolvimento do bebê.

E segundo uma outra pesquisa, da Universidade de Oslo, mulheres que praticavam exercícios de alto ou médio impacto seis vezes por semana não tiveram diferença no tempo de trabalho de parto, no ganho de peso na gestação ou no peso do bebê ao nascer.

É importante lembrar, contudo, que você deve conversar com seu médico sobre o tipo de exercício que pretende fazer. 

Quais os melhores exercícios para mulheres grávidas? 

Caminhadas, corridas leves, natação, hidroginástica e bicicleta ergométrica são considerados exercícios seguros na gestação. Ioga e pilates também são bons exercícios, mas não se esqueça de se certificar de que seu professor tenha experiência em lidar com grávidas. 

Eu era sedentária e agora quero me exercitar. Quais os cuidados que devo tomar? 

Depois de conversar com seu médico e ser liberada, você poderá fazer exercícios moderados.

Prefira atividades de baixo impacto, como caminhadas ou natação, e comece aos poucos, com a ajuda de um professor de educação física. 

Devo mudar minha rotina de exercícios ao longo dos nove meses de gestação? 

Sim. Mesmo que você seja bem ativa antes da gravidez, seu corpo naturalmente terá a tendência de diminuir o ritmo, para acomodar o útero em crescimento.

É especialmente importante durante o primeiro trimestre que você evite elevar demais a temperatura do corpo. Passado esse período, você também vai precisar eliminar exercícios que sejam feitos no chão (de costas) ou em que você fique de pé por muito tempo -- ambos podem reduzir o fluxo de sangue para o bebê. 

Há esportes que não são recomendados para grávidas? 

Se você não é atleta profissional, tenha cuidado com atividades físicas com potencial para quedas mais duras ou confrontos corpo a corpo, como basquete, vôlei e futebol. 

Dá para saber se estou exagerando nos exercícios e posso fazer mal ao bebê? 

De modo geral, não se exercite até chegar no limite da exaustão. Escute os sinais do seu próprio corpo. Uma boa regra é baixar o ritmo quando não conseguir mais conversar com alguém enquanto estiver se exercitando.

Interrompa os exercícios imediatamente se sentir tontura, falta de ar, sensação de desmaio, sangramento vaginal, dificuldade para andar, contrações ou falta de movimentação do bebê (mas tenha em mente que o bebê costuma ficar mais quietinho quando você se exercita).

Leia também nosso artigo sobre os sinais de perigo durante a atividade física na gravidez. 

Quais os exercícios recomendados para o pós-parto? 

Você provavelmente não vê a hora de ter seu corpo de volta ao normal, mas comece devagar. Primeiro, certifique-se de que está fisicamente pronta; depois dê início ao processo de retomar a forma antiga com uma série de alongamentos e exercícios para firmar o corpo. Quando conseguir, acrescente uma segunda série de exercícios.

Se você passou por uma cesariana, você pode começar a fazer abdominais leves e exercícios para o assoalho pélvico assim que o médico liberar. 

Não consigo ter tempo para me exercitar com um recém-nascido em casa. Alguma sugestão? 

Ter tempo e, principalmente, energia para atividades físicas com um bebê para cuidar pode ser bem complicado. Mas há maneiras de incorporar seu filho a uma rotina diária de exercícios, como por exemplo levando-o no carrinho para uma boa caminhada em um parque, nas ruas do seu bairro ou até numa ida a pé ao supermercado.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Treinamento de Força

        Os trabalhos contra resistência visam a elevar o estado de treinamento, estes devem ser planejados antecipadamente. O planejamento a curto e médio prazo faz-se necessário para que os caminhos em direção ao objetivo alvo sejam traçados, assim como a definição previa das ações, para estarem sob controle durante a aplicação das cargas, que visam atingir a meta, sejam elaboradas com segurança.


        No planejamento geral ou macrociclo, todas as características do treinamento, como percentual de cargas, microciclos, mesociclos etc, devem ser antecipadas para que ao longo dos meses vindouros, já estejam visualizadas com antecedência.

        Predeterminar o volume, a intensidade e o período de tempo para a realização dos treinamentos, é de fundamental importância, quando desejamos resultados positivos sobre o desenvolvimento da qualidade de força visada e hipertrofia.



A utilização de divisões e de alterações lógicas e periódicas do treinamento total, compostas por microciclos aglomerados que dão origem aos mesociclos, e os mesociclos quando dispostos seqüencialmente passam a constituir o macrociclo. Esta forma de organização é conhecida como periodização que segundo Fleck $ Kraemer; 1999 “...é uma variação planejada das variáveis agudas de programa”.



A periodização para o desenvolvimento da força dos alunos avançados, comumente é constituída por microciclos que duram de 4 a 6 semanas (microciclos ordinário), com as mesmas características de volume e intensidade em cada microciclo.

Nos casos de treinamento com intensidade máxima e supra máxima, destinado aos atletas, utiliza-se microciclos de choque de 1 semana, intercalados com microciclos recuperativos com cargas submáximas também de 1 semana. 


Outra forma de inclusão de exercícios é por meio da fragmentação de movimentos complexos e ou esportivos. Como no caso do arremesso olímpico, este deve ser desmembrado em duas partes. O primeiro movimento ou espaduamento que consiste na elevação da barra com pesos do solo até os ombros. o segundo movimento é realizado por meio do chamado desenvolvimento com barra o qual realiza-se a elevação da barra a partir dos ombros até acima da cabeça, sendo este movimento finalizado com os braços em extensão.

No exemplo citado acima de fragmentação dos movimentos, os exercícios que deverão compor a seqüência B, serão exatamente aqueles em que há a necessidade de desenvolver a força dos músculos auxiliares ao movimento principal esportivo. 



Nos treinamentos destinados ao desenvolvimento da hipertrofia muscular, as seqüências de exercícios possuem variáveis complexas relacionadas com o volume de treinos semanal, com o número de exercícios em cada seqüência, com o número de grupos realizados por exercícios da seqüência, com número de vezes na semana em que cada seqüência será repetida, com a velocidade do movimento e finalmente com a faixa de cargas que serão utilizadas.

Com a complexidade acima descrita conclui-se que há uma necessidade de um período mais dilatado para o treinamento destinado à hipertrofia. Naturalmente necessitamos de maiores períodos de treino para utilizar técnicas de cruzamento das formas de aplicação de cargas. As formas de aplicação de cargas proporcionam dezenas de cruzamentos, estes devem ser utilizados ao longo do planejamento anual.

Treinamento de resistência

Uma das dúvidas ainda comum entre os freqüentadores de academia de ginástica ou mesmo de quem vai procurar um treinamento personalizado é com relação ao confronto das atividades aeróbias com a musculação. O que fazer primeiro? Depois da musculação prejudica o trabalho de hipertrofia? Antes serve de aquecimento? E se não fizer? E para emagrecimento o que faço primeiro.


Em primeiro lugar é preciso estabelecer qual é o objetivo do cliente. Se for emagrecimento as duas atividades são bem vindas em qualquer ordem porque o valor nessa questão é o balanço calórico negativo. Ou seja, a ordem é queimar calorias. É preciso ainda lembrar que a própria musculação por si só também emagrece contribuindo não só com a diminuição do percentual de gordura como também o aumento da massa muscular e a explicação é simples. Os anaeróbios como a musculação, emagrecem na mesma proporção. A diferença é que na hora do exercício o corpo utiliza o glicogênio muscular como principal fonte de energia. Depois tem que repor e vai buscar nas gorduras proporcionando o emagrecimento. O Dr. José Maria Santarém cita: "os exercícios anaeróbios propiciam emagrecimento no período pós-exercícios, quando toda atividade metabólica de síntese protéica e glicídica ocorre às custas de energia aeróbia proveniente, na sua maior parte, dos ácidos graxos do tecido adiposo".


Outro fato é que o aumento da massa muscular acelera o metabolismo basal fazendo a longo prazo o corpo gastar mais energia parado. Os fisiculturistas têm um percentual de gordura tão baixo quanto os atletas de resistência. Portanto, para emagrecer, tanto faz o cliente ir para a esteira ou bicicleta ergométrica antes, depois da musculação ou mesmo dividir aeróbio antes e depois.


Agora, quando o objetivo for musculação visando hipertrofia ou desenvolvimento da força, o questionamento pode mudar. Vai depender muito da intensidade e duração da atividade aeróbia antes ou após a musculação. As pesquisas mostram resultados, até benéficos, quando essa atividade não passa de 20 minutos com uma intensidade baixa, 40 a 60% da Freqüência Cardíaca Máxima. Uma intensidade mais alta ou duração maior, a solicitação motora pode ser contraditória ao desenvolvimento da força ocorrendo o que se conhece em Fisiologia por catabolismo. Existem trabalhos comparando atividade aeróbia de 20 com 40 minutos sendo favorável à primeira hipótese. Veja as conclusões de estudos de treinamento simultâneo citadas por Fleck, 99: 1) A força muscular pode ser comprometida, especialmente em ações musculares de alta velocidade, pela execução de treinamento de endurance de alta intensidade. 2) A potência muscular pode ser comprometida pela execução simultânea de treinamento de força e de endurance. 3) O desempenho anaeróbio pode ser negativamente afetado pelo treinamento de endurance de alta intensidade. 4) O consumo máximo de oxigênio não é comprometido pela ação simultânea de treinamento de força e endurance. 5) A endurance não é afetada negativamente pelo treinamento simultâneo.


Isoladamente esses dois tipos de treinamentos podem ser benéficos e complementares, haja vista o perfil dos triatletas da atualidade, muito mais fortes e mais rápidos com treinamento fortes de musculação e endurance.


Outro fato a ser levado em conta quanto por onde começar é a prioridade. Se o cliente gosta ou precisa mais da musculação, a seção deve começar por ela podendo inclusive o aquecimento ser feito com exercícios envolvendo várias articulações e grandes grupos musculares com cargas mais leves. Caso o objetivo seja emagrecimento a endurance pode vir primeiro.

Leverit et al, 1999, citado por Paulo Gentil na Internet concluiu em seus estudos que os iniciantes parecem sofrer menos com as possíveis variações negativas do treinamento combinado do que pessoas treinadas. Já Bell et al, 1997 deduziu que se comparados adeptos de endurance com os de musculação, o primeiro obtêm melhores resultados.

De qualquer forma, parece que o ponto onde a maioria dos estudos concorda é o volume total do treinamento. Quanto maior ou mais intenso, mais possibilidades de prejuízos levando-nos a concluir que não é nenhum crime prescrever os dois treinamentos conjugados. Mais uma vez vale o conhecimento, experiência aliados ao bom senso.

Treinamento para iniciante

       Consideramos como iniciantes todos aqueles indivíduos, que não possuem nenhuma experiência com trabalhos contra resistência. Podemos também classificar como iniciantes, aqueles alunos que estão sedentários, mesmo os que já fizeram musculação anteriormente.


       Esta situação acima relatada, torna-se de importância crucial para o desenvolvimento mais seguro do treinamento em sua forma coerente. Para que haja uma evolução segura individual, deve-se garantir, por meio de uma aplicação racional, os princípios específicos do treinamento desportivo e estes são: o volume e a intensidade.

       Volume do treinamento, relaciona-se ao número de sessões de treinos por dia, por semana, por mês e excepcionalmente por ano. O total de grupos por exercícios (passagens em cada aparelho), o número de repetições por aparelhos e o número de exercícios da seqüência (série de exercícios) também são exemplos do conceito de volume de treinamento.
        A intensidade do treinamento é traduzida comumente como o percentual de cargas ou pesos utilizados em cada sessão de treino (força de treinamento).

       Antes do inicio de qualquer atividade, principalmente para iniciante, temos que fazer uso das medidas e avaliações ou mesmo de uma anamnese simples com perguntas diretas e objetivas por parte do profissional de educação física, e respostas honestas por parte do futuro praticante.



       Na prática, deve-se criar condições organizacionais no treino e preparar o organismo para que o mesmo, seja treinado de maneira gradativa, controlada ou periodizada. Almejamos sempre um mínimo de agressão aos sistemas orgânicos. A dor muscular tardia, o desconforto sobre as articulações e tendões, deve ser a menor possível, assim como transitória.

       A organização para o controle sobre os treinos diários, é a peça chave, para que haja o desenvolvimento de uma conduta de coerência fisiológica, durante e após a aplicação dos métodos e formas de treinamento. As mesmas só serão bem aproveitadas e desenvolvidas se forem galgadas sobre o alicerce da ciência e do bom senso.

       O treinamento é dividido em fases ou períodos definidos previamente como: básico, adaptativo, específico e de transição. Uma subdivisão lógica é por meio de microciclos, mesociclos e macrociclos.



Períodos de treinamento em musculação e seus objetivos:

Período básico - 4 a 8 semanas - Introdução aos trabalhos com sobrecargas, aprendizagem motora dos gestos e técnicas nos exercícios e aparelhos. Dar ênfase ao ensino e aprendizagem do aquecimento. Prioridade ao volume de treinamento sobre a intensidade (16 a 20 ou 21 a 30 repetições ).Tomadas das cargas ou pesos entre 3 a 5 aulas. Não realizar em hipótese alguma o teste de carga máxima. Utilizar prioritariamente o teste de ensaio e erro ou o teste de carga por repetições máximas. Veja em: Chiesa, L. C. Musculação aplicações práticas: técnicas de uso das formas e métodos de treinamento. Rio de Janeiro: Editora Shape, 2002.

Período adaptativo 01 - 4 a 8 semanas - Visa o treinamento para a melhoria de valências físicas adaptativas tais como: a endurance cardiovascular respiratória e a resistência de força muscular localizada). Com os alunos que já passaram pelos períodos básico e adaptativo 01, e que nunca haviam realizado treinamentos contra resistência, pode-se criar, caso o professor acredite ser de mais fácil controle, um período adaptativo 02. Este período é utilizado na introdução aos treinamentos específicos de força, de velocidade ou de resistência, durante apenas as 04 primeiras semanas dos treinos.



Período específico - 4 a 12 semanas- Treinamento direcionado ao desenvolvimento de qualidades físicas específicas objetivadas pelos alunos ou necessárias ao desenvolvimento esportivo como: a força, a velocidade e a resistência de força muscular localizada.
Período readaptativo - 1 a 4 semanas- Os trabalhos neste período são direcionados ao recondicionamento físico dos alunos que ausentaram-se dos treinamentos durante um período entre 15 a 30 dias. As cargas reintrodutórias giram em torno de 40 a 49% ou 50 a 59% da força máxima individual, respectivamente de 21 a 30 ou 16 a 20 repetições.

Observação: No caso de períodos de afastamento entre 7 a 10 dias, as cargas readaptativas não devem variar. Faz-se apenas modificações no volume do treino, ou seja: deve-se reduzir o numero de grupos por série, com a respectiva manutenção na série do numero de exercícios, das cargas e repetições. Os intervalos para a recuperação (repouso entre os grupos e aparelhos) devem ser ligeiramente ampliados, durante a primeira semana readaptativa.

Período transição- 1 a 4 semanas - Objetiva manter o aluno em treinamento mínimo após longos períodos de treino com o mesmo objetivo, e principalmente quando o rendimento do treinamento da qualidade física visada estabilizar. A presente atitude caso colocada em prática, cria condições de produzir o repouso ativo controlado, afastando o organismo de atingir o strain.